Eu contraditório
Me pergunto para quem e por que escrevo. Talvez eu escreva direcionada à mim mesma. Tento escrever palavras bonitas, ou que pelo menos me tenham algum sentido, mas talvez isso não seja o suficiente para me entender. Escrevo sobre meus problemas, como se assim, eles se resolvessem. Escrevo sobre os meus amores, como se todo o sofrimento se concentrasse apenas nas palavras. Escrevo até mesmo sobre a felicidade, como se fosse possível transmiti-la com essas míseras frases. Escrever, para mim, nada mais é que ser eu mesma. Não que, quando falo, não seja verdadeira. Nas palavras escritas me revelo, me revelo tanto, que já nem sei quem sou. Duas personalidades totalmente diferentes. O eu interior, e o eu físico. Por mais que eu tente ser uma única, meus sentimentos se contradizem. O interior racional, inteligente e pensativo. O exterior inconstante, intenso e impulsivo. Sem saber como unir minhas confusas e opostas identidades, continuo escrevendo, sem motivo, sem sentido, sem coerê...