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Mostrando postagens de maio, 2013

A diferença ao enxergar

Mergulhando em mim mesma, desvendo mistérios que nem ao menos conhecia Apesar das intercorrências, sinto-me completa É diferente olhar pro céu Agora eu vejo coisas que antes meus olhos não conseguiam ver Talvez porque, antes, não queriam Apesar de todas as responsabilidades De todas as atitudes Acredito que a sensação será, ao terminar, aquela sensação de poder, de conseguir ver além do céu Mesmo em dias de chuva É como se cada gota de chuva fosse uma responsabilidade Cada responsabilidade, caindo em meus olhos Limpando o que havia de ruim Fazendo-me enxergar o que é certo!

Estado de transe

A vida me traz o excesso que não pedi Excesso de dor Excesso de amor O copo está cheio d'água O pico da sensibilidade o faz transbordar Transbordam apenas algumas gotas Similares as lágrimas Poucas, porém, pesadas Com excesso de alguns sentimentos E por excesso de falta de outros As pálpebras se recusam a abrir O corpo se recusa a querer reagir O frio insiste em ficar A angústia de disso não conseguir falar O medo do sonho não se realizar refletido em seus olhos, no desvio, sem os encarar

Aquele de sempre

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E quando eu lembro que escrever é tudo, fico triste de novo. O velho e grande drama. Que lembra, que pensa, que chora, que é mal educado, que é distante, que não tem vontade. Nem de levantar. Às vezes, nem sempre, nem de viver. Quando aparece assim, judia do coração. Meu coração tá quebradinho agora ó, está vendo os pedacinhos no chão? Daqui a pouco eu conserto, eu sei. Agora não. Agora estou sentindo uma dor pra cada pedacinho. E tanto faz se demore. Tanto faz. O drama não permite que eu me importe também. Ele quer sentir cada dorzinha, quer sofrer. Então só me deixa aqui sozinha. Mesmo que esteja cheio de gente por aqui. Meu mundinho está fechado hoje. Ele quase abriu, e fechou mais ainda. Mas fica tranquilo, daqui a pouco ele abre de novo. Como se nunca tivesse fechado.