Postagens

Mostrando postagens de dezembro, 2011

Ontem

Há tempos desejava adivinhar qual seria a minha sensação quando te visse novamente. E digo, à você que me lê, seja lá quem você for, que quando uma pessoa te têm, é coisa de outro mundo.  Por mais que essa pessoa tenha quebrado seu coração mil vezes, por mais que o tempo tenha passado, se ela te têm de verdade, ela sempre terá, mesmo que ela não mereça isso. Ontem eu o vi, tão lindo. Não mais lindo, nem menos lindo. O mesmo. Desejei que ele me visse assim, tão linda quanto eu o vi.  Ele não mudou em nada, inclusive na antipatia. Ao contrário de mim, que venho mudando tanto desde a última vez que nos vimos.  Os olhos, os mesmos olhos. Aqueles que desviam e depois voltam, sempre voltam, porém, nunca me encaram.  Acima dessas minhas mudanças, ele ainda estava lá, em um lugarzinho fechado com quantas chaves fossem possíveis.  Porém, percebi que, por mais que eu amadureça, esse lugarzinho será sempre a minha parte mais frágil e infantil fazendo com que eu ...

Não é amor

Um toque na mão e logo o arrepio.  Pode ser de frio, afinal, o inverno está aí.  E repito pra mim mesma: Não é amor!  Grito - em mente - e repito infinitas vezes.  Não inventa, não complica, não prejudica. Amor só estraga.  Pára! Para de ligar, deixe que liguem. E deixo.  A agonia logo vem. Mas deixo.  Olho o calendário e os dias tão longos, a semana tão cansativa, tudo tão demorado à passar. Sério, não é amor. Nada de borboletas no estômago. Nadinha.  É querer ser cuidada, é querer ser amada.  É querer você e não ter você.  É ter outra pessoa, e sentir uma necessidade enorme de abrir o coração.  Mas não dá. Dá pra tentar, não custa tentar. Mas não dá.  Não dá pra sentir as borboletas se meu estomago foi arrancado pelas mariposas. Sei exatamente as possibilidades de sentir amor, A-M-O-R, e essas, por enquanto, são mínimas.