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Mostrando postagens de 2010

A louca do jardim

Pra onde vai o amor? De manhã eu preciso buscar um remédio pra minha mãe, depois tenho pilates e às 11 em ponto preciso estar na agência pra decidir um roteiro de vídeo para uma apresentação interna que o cliente vai fazer para a área comercial. Pra onde vai o amor? Quero aparecer na sua agência, subir as escadas correndo porque essa pergunta precisa ser feita de peito ofegante. Pra onde vai o amor? Você tem a apresentação de uma concorrência. E tem uma equipe, uma mesa, um lixo, um carro alto, um cabelo grande, um sobrenome importante, um quadro caro, uma ex namorada top model, dezenas de garotinhas apaixonadas. Pra onde vai o amor? Porque quando deitamos no chão da sua sala e você me perguntou "quanto tempo você demora pra dizer que ama?". Porque quando você me mandou aquele e-mail falando que dormiu bem quando me conheceu. Porque a gente estava tão nervoso no dia do Astor, Subastor. Porque eu tinha uma escova de dentes aí e você tinha uma escova de dentes aqui...

Goodbye, 2010.

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Laço invisível

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E está se tornando cada vez mais irônica essa história de pessoas abandonando as outras. Elas vão embora, sem dó nem piedade, por própria vontade ou mesmo pela nossa vontade. Depois, talvez de muito tempo, voltam. Pessoas que você nunca imaginaria que voltariam. Voltam tão diferentes de se olhar, mas você sabe que sempre vai conseguir tirar a parte boa que restou nela, pois só você consegue isso. E você vê, que apesar de tudo mudar, até nós mesmos, certas coisas nunca mudam. Depois de brigas, do adeus, da indiferença e de todo amor perdido, talvez ainda reste um laço, um laço invisível, que você sabe que está lá. Você sempre soube, só não admitia isso. Só que quando esse laço aperta, não tem mais como fingir. Ele sempre vai estar lá, e o pior que poderia ter acontecido, já aconteceu. E talvez, agora só reste as coisas boas e um laço mais forte ainda, que tem um nome parecido com o de amizade.

Perdidos no próprio orgulho

Escrevo. Talvez só porque você achava a atitude mais covarde desse mundo. Quem vê pensa mesmo que falar era seu ponto forte, pois não era. Aliás, não necessariamente falar, mas cumprir o que você falava. Você disse que sempre estaria lá, que ingênua fui eu de ter acreditado! Mas eu só espero, espero de verdade, que você ainda esteja aí, lendo o que eu digo o que eu penso o que eu sinto e o que eu preciso dizer. Agora eu só precisaria dizer que te amo. Mas de que valem essas palavras depois que tudo que aconteceu? Talvez palavras não valham mais nada. Eu não estava errada, você não estava. E ao mesmo tempo, os dois estávamos. O paradoxo que fez meu orgulho permanecer. Aquele papo de sofrer por amor, bom, não é mais um bicho-de-sete-cabeças. É ruim, realmente é como se estivesse faltando um pedaço meu. Mas, assim como é possível viver sem uma perna, é possível viver sem você. É diferente, ora ruim, ora bom. Digo bom, pois o último você que conheci era insuportável de se conviver...

Rehab - Rihanna

Baby, baby When we first met I never felt something so strong You were like my lover and my best friend All wrapped in one with a ribbon on it And all of a sudden you went and left I didn't know how to follow It's like a shot that spun me around And now my heart's dead I feel so empty and hollow And I'll never give myself to another the way I gave it to you You don't even recognize the ways you hurt me, do you? It's gonna take a miracle to bring me back And you're the one to blame And now I feel like....oh! You're the reason why I'm thinking I don't wanna smoke on these cigarettes no more I guess that's what I get for wishful thinking Should've never let you enter my door Next time you wanna go on and leave I should just let you go on and do it 'Cause now I'm using like I bleed It's like I checked into rehab And baby, you're my disease It's like I checked into rehab And baby, you're my disease I gotta check into...

Retrato

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Eu não tinha este rosto de hoje,  assim calmo, assim triste, assim magro,   nem estes olhos tão vazios, nem o lábio amargo. Eu não tinha estas mãos sem força,   tão paradas e frias e mortas;   eu não tinha este coração que nem se mostra. Eu não dei por esta mudança,   tão simples, tão certa, tão fácil:   Em que espelho ficou perdida a minha face? Cecília Meireles

Caos interior

Enquanto a tristeza se disfarça em um sorriso, mais um dia começa e termina. O que era verdadeiro já não é. Por decepções inesperadas, por pessoas inesperadas. Mas ainda haveria esperança? Declarações ocultas Declarações inúteis já que vêm de outras decepções. Talvez não maiores, mas não menores. Tirou-me a paz por ir, uma paz que eu mal sabia que tinha mas que agora me dói. Me dói esse vazio. Me dói, talvez eu nem saiba o quê. Mas dói tanto! Ainda assim eu sei, sei que a dor é passageira, que precisa de várias idas e vindas para conseguir anestesiar.

Você quer escrever.

Certo, mas você quer escrever? Ou todo mundo te cobra e você acha que tem que escrever? Sei que não é simplório assim, e tem mil coisas outras envolvidas nisso. Mas de repente você pode estar confuso porque fica todo mundo te cobrando, como é que é, e a sua obra? {…} Você só tem que escrever se isso vier de dentro pra fora, caso contrário não vai prestar, eu tenho certeza, você poderá enganar a alguns, mas não enganaria a si e, portanto, não preencheria esse oco. Não tem demônio nenhum se interpondo entre você e a máquina. O que tem é uma questão de honestidade básica. Essa perguntinha: você quer mesmo escrever? Isolando as cobranças, você continua querendo? Então vai, remexe fundo, como diz um poeta gaúcho, Gabriel de Britto Velho, “apaga o cigarro no peito / diz pra ti o que não gostas de ouvir / diz tudo”. Isso é escrever. Tira sangue com as unhas. E não importa a forma, não importa a “função social”, nem nada, não importa que, a princípio, seja apenas uma espécie de auto-exorcismo....

Fernando Anitelli

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"Todo sopro que apaga uma chama, reacende o que for pra ficar." "Sonho parece verdade quando a gente esquece de acordar. E o dia parece metade quando a gente acorda e esquece de levantar. (...)" " Perto é estar perto sem estar." " Descobrir o verdadeiro sentido das coisas é querer saber demais. "

Beyond of inspiration

Logo menos estarei sufocada pelas minhas ideias e atitudes Erradas ou não Porém, não há arrependimento Não há perdão. Sufocam-me os planos não colocados em prática O ano que demora a terminar A confiança em pessoas ignorantes  E as pessoas que insistem em abandonar. O fato de esperar me deixa louca  E o fato de me declarar me faz insana, só de pensar Declarar a dor, o amor, a falta dele Declarar a saudade, a vontade, o sentimento que invade. Sem inspirações óbvias, pois não me sinto mal Muito menos extravasada de alegrias  Sinto-me transbordando palavras  Palavras das quais não consigo escrever, tampouco falar.

Lanterna Dos Afogados - Os Paralamas do Sucesso

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Quando tá escuro e ninguém te ouve Quando chega a noite e você pode chorar Há uma luz no túnel dos desesperados Há um cais de porto pra quem precisa chegar Eu estou na lanterna dos afogados Eu estou te esperando Vê se não vai demorar Uma noite longa pra uma vida curta Mas já não me importa basta poder te ajudar E são tantas marcas que já fazem parte do que eu sou agora Mas ainda sei me virar Eu tô na lanterna dos afogados Eu tô te esperando Vê se não vai demorar Quer ouvir também?

Com licença poética

"Mas o que sinto escrevo. Cumpro minha sina."   (...) Adélia Prado

Passado disfarçado

Arrume seu quarto hoje. Ele sempre está bagunçado pela desculpa de não ter tempo de arrumar, eu sei. Mentira, é preguiça mesmo. Veja seu quarto como sua vida. Deve estar toda desorganizada. E se por um acaso, ela aparentar um pouco de organização, eu também sei que foi porque algumas roupas e papéis inúteis foram empurrados para baixo da cama. Uma vida organizada é tudo que aparenta, mas sente que tudo é uma bagunça. Cada parte do seu quarto provavelmente tem um pouco de alguém, digo, da sua vida. Cada desordem, mesmo que não propositalmente, está lá com base no que um dia alguém te mostrou. São como marcas. E logo venho falar novamente das marcas que cada um pode deixar na sua vida. As marcas que continuam em você, foi porque você deixou. Afinal, se você não suportava ouvir reggae ou fingir que está gostando do papo, pra que vai continuar a fazer isso? Era um hábito, porque algo - alguém - te levava a fazer aquilo. Mas como você não gostou nem um pouco disso você simplesmente não ...

Pode ser

Pode ser a queda que traumatiza, e pode ser o levantar o que te torna mais forte... Pode ser a pessoa que vai e não volta, e pode ser a pessoa que foi sem nunca te deixar... Pode ser que estilhace por dentro, pode ser que solidifique, e pode ser que te surpreenda...  Pode ser a dura dor de uma vida perdida em um breve momento, e pode ser a felicidade de um nascimento que dura a vida inteira...  Pode ser.   O pode ser que foi, é o pode ser que  é. (sem identificação do autor)

E aí já era...

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É quando os olhos se caçam em meio à multidão, Quando a gente se esbarra andando em qualquer direção. Quando indiscretamente a gente vai perdendo o chão, e vai ficando bobo, Vai ficando bobo... E Aí Já Era - Jorge e Mateus

Sobre qual é o meu problema

E eu estava lá. Sentada em um sofá de duas pessoas tão pequeno que eu ocupava 70% de todo espaço. Com uma mesinha na minha frente, me chamando para colocar os pés em cima, mas não, eu não estava em casa. E foi por isso que me controlei. Reconheci as flores que estavam no vaso em cima da mesa. Eram as mesmas do filme que eu havia assistido ontem não eram? É. Mas não me lembro muito do filme, nem se quer o nome dele. A história não era interessante e as cenas não me chamaram atenção. Sem sexo, guerra ou ao menos um reencontro? Qual é, que filme é esse! Reencontros sempre me fazem chorar. Me faz chorar de um jeito estranho que até faz barulho. O quê? Chorar de felicidade não precisa ser bonito. Eu também não lembro quem morreu no filme. Mas alguém morreu. Talvez a mocinha ou talvez o vilão. Tanto faz! Mas quem eu queria que tivesse morrido não morreu. Afinal, o mocinho nunca morre. Nem na minha imaginação. Mas depois que ele soltou "te amo pelo o que você é por dentro" para a mo...

E já foi, mais uma vez.

Chega a ser difícil quando te vejo. Primeiro, meio que me transmite um nervosismo ou uma sensação de não sei se estou tendo uma dor de barriga, e depois passa. Mas depois volta, e apesar da expressão ser meia estranha, não é uma sensação ruim. Essa sensação aumenta quando você atravessa aquela porta com uma cara fechada de "não estou afim de papo hoje". Por que eu estou sempre tão afim. Mas você não. Aí você senta, e eu me viro na esperança de um oi. É sempre assim. E quando você me fala oi antes de sentar também não é dia de papo, mesmo sua expressão sendo melhor que a do outro dia. Mas aí você puxa papo. Isso é um bom sinal. Se ele está afim de papo hoje eu também estou. Ou não estou. Só para você aprender que eu também não tenho um super-bom-humor todo dia. Mas não resisto e começo a sorrir só de você ter começado a falar. Mas sempre tem alguém pra interromper, e se fosse só uma pessoa, eu nem precisaria colocar nesse texto. Mas essas pessoas são legais,...

Aceitando o fim

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Odeio o modo de como não consigo colocar um ponto final nas coisas que começo. Acho que lá no fundo, eu tenho medo que tudo na minha vida tenha fim. Não que o fim seja ruim, pois todos sabemos que existem histórias que não deveriam ao menos ter começado. Mas parte de mim, pensa que se continuar a reviver, lembrar ou ao menos deixar uma faísca acesa, vai fazer com que tudo o que senti fosse verdade. E nem sempre tudo é. Ah, mas minha mente sempre gostou de brincar comigo, e mesmo que nada tenha ocorrido, ela arma um espetáculo para um grande público, quando na verdade, na plateia, só tem uma cadeira ocupada. Sou eu quem está sentada lá. Odeio também o meu modo de odiar as coisas. Que tipo de ódio é esse que não toma atitudes e não me faz mudar logo de uma vez? Dá pra ensinar pra minha mente - e meu coração - que tudo nessa vida se tem um fim? Já faz um tempo, tem sido difícil de compreender tal fato.  Talvez minha mente consiga aceitar que esse texto está acabando agora, e com ele, ...

Verdadeiro eu

Sinto falta de coisas que ainda não vivi, e principalmente daquelas coisas que eu poderia ter vivido. O que me prendeu me fez quem eu sou. Porém, ao mesmo tempo, me sinto tão eu mesma sonhando com o que não vivi e imaginando como teria sido. É como se minhas atitudes de hoje não demonstrassem quem eu realmente sou. As atitudes que eu teria tomado, se tivesse coragem, combinariam mais com meu verdadeiro eu. Ou não. Talvez eu seja covarde mesmo, assim como minhas atitudes, e aquela pessoa que eu imagino ser, seja só um objetivo a ser alcançado. A não ser alcançado, talvez.

You

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Eu pensei em desistir, mas depois, lembrei-me de você. Lembrei-me de como você faz meu mundo mais fácil, e de como seu abraço transforma tudo que está errado em certo.

A espera

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Atrás da pista tem um bar e atrás do bar tem um sofá. Estou sentada nesse sofá. Aguardo ansiosa por algo, olho as horas no celular, checo o e-mail pelo Iphone, reclamo com minha amiga "tá demorando". Ela me pergunta se é o show, se é a menina passar com a comida. O que é? Não sei. Mas tá demorando. Em cima do bar, no teto, tem um daqueles globos que sempre tem. Olho pro globo e penso que estou uma eternidade sentada naquele sofá. Mais de trinta anos? Descanso os cotovelos nos joelhos e me arrependo, enquanto todos querem ver e ser vistos, eu fico nessa posição feia de vaso sanitário. Minha amiga vai fumar. Eu me animo "já tenho pra onde ir". Eu não fumo, eu odeio cigarro, eu odeio atravessar a festa inteira pra chegar até lá fora, eu odeio a amizade instantânea das rodinhas de fumantes que não se conhecem, eu odeio festas em geral, eu odeio papos de festa, eu odeio conhecer gente que não tem nada a ver comigo, e sorrir para os papos mais furados do mundo. Mas eu já ...

Chuva

(...) Se dói tanto amar, porque continuamos. Se dá tanta solidão pagar contas e impostos, porque continuamos. Se as relações são feitas também de tanta maldade, por quê? Se arranhamos e beliscamos tanto só pra tocar alguém. Se o corpo dói só porque não aceitamos pedir carinho. Mas é preciso se entregar em casa. Depois se pensa a respeito ou, com muita sorte, o cansaço vence querer entender tudo. E ela chegou do outro lado depois do farol ter aberto e fechado duas vezes. Continuamos olhando pra ela até que as buzinas começaram. Senti que poderia oferecer uma carona, mas preferi pensar que se ela conseguisse, sozinha e com medo e com frio e com a raiva sempre apaziguada pela sua própria força, eu também ia conseguir. Tati Bernardi

06 de Dezembro de 2009

Senti muito medo hoje. Medo de não poder mais viver. Um medo que eu eu não pude evitar de uma coisa que eu não tinha controle. Aliás, nem o medo eu controlava. Ele me controlou. E mesmo assim, ainda resisti. O diário de Lara Rezende por Vanessa paganotti

11 de Maio de 2007

Havia me esquecido de como era fácil ser feliz com Bia do meu lado. Agora entendi porque a chamo de melhor amiga. Nossas conversas são sempre as mais longas e fluem naturalmente. É incrível pensar em como ela tem os pensamentos compatíveis com os meus. O diário de Lara Rezende por Vanessa Paganotti

Gota D'água

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Por favor Deixe em paz meu coração Que ele é um pote até aqui de mágoa E qualquer desatenção, faça não Pode ser a gota dágua     Chico Buarque

03 de Dezembro de 2009

Eu sei que faz tempo que não apareço por aqui, mas não me senti muito bem nas últimas semanas. No começo, eu pensava que otimismo me daria forças, agora vejo que precisa-se mais do que isso. Senti falta das minhas amigas essa tarde, e de como elas diziam que iria ficar tudo bem quando essa história começou. E agora, me culpo por ter me afastado delas com medo de que elas sofressem. Senti falta da minha antiga vida. Não que eu tivesse tido duas, mas é que tudo mudou depois que eu descobri o que tinha. Mas vi que ainda não vale a pena desistir. Não enquanto eu ainda poder aguentar, nem mesmo se o que eu puder aguentar for o mínimo possível. O diário de Lara Rezende por Vanessa Paganotti

22 de Outubro de 2008

Eu estou ficando completamente irritada comigo mesma. Que tipo de pessoa eu sou de que não consegue controlar seus próprios impulsos? Já não bastava não poder controlar meus sentimentos. Agora vi que não tenho controle sobre mim. Depois de hoje, acho que é bom começar a pensar em uma viagem pra bem longe e bem longa. Pra sempre pode ser? Eu preciso aprender a guardar as coisas que penso só para mim. Ninguém mais precisa saber das idiotices e das cenas que eu cuidadosamente dirijo em minha mente. Porque eu sei que ninguém nunca as verá da maneira que eu vejo e muito menos com os mesmos sentimentos. O diário de Lara Rezende por Vanessa Paganotti

24 de Junho de 2009

Marcos não ligou, não apareceu, não deu notícias. Então, lembrei de Fernando. Malditas lembranças que não saem da minha cabeça. Nem mesmo quando não quero revivê-las, nem mesmo depois de tanto tempo. O diário de Lara Rezende por Vanessa Paganotti

17 de Abril de 2008

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Dia claro, céu azul, pássaros fazendo música na minha janela, ou seja, hora de acordar. Um típico domingo de verão, literalmente. Eu mal havia acordado e já precisava de um banho para me refrescar. Aquela noite havia sido curta, daquelas que mal se vê passar. Eu ainda não sabia o que fazer, não sabia exatamente o que estava sentindo, e principalmente o que havia acontecido. Aliás, o que realmente havia acontecido? Eu não me lembrava muito bem de nada. As imagens apenas vinham como flashs, mas nada coerente para que eu pudesse memorizar. Apesar de que não me importava mais. Nada mais me importava. No momento eu só precisava de um refresco, minhas músicas e um bom livro. Alguém aí já ouviu falar em deixar o passado pra trás? Pois é. Eu estou começando colocar isso em prática. O diário de Lara Rezende por Vanessa Paganotti