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Mostrando postagens de outubro, 2010

Aceitando o fim

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Odeio o modo de como não consigo colocar um ponto final nas coisas que começo. Acho que lá no fundo, eu tenho medo que tudo na minha vida tenha fim. Não que o fim seja ruim, pois todos sabemos que existem histórias que não deveriam ao menos ter começado. Mas parte de mim, pensa que se continuar a reviver, lembrar ou ao menos deixar uma faísca acesa, vai fazer com que tudo o que senti fosse verdade. E nem sempre tudo é. Ah, mas minha mente sempre gostou de brincar comigo, e mesmo que nada tenha ocorrido, ela arma um espetáculo para um grande público, quando na verdade, na plateia, só tem uma cadeira ocupada. Sou eu quem está sentada lá. Odeio também o meu modo de odiar as coisas. Que tipo de ódio é esse que não toma atitudes e não me faz mudar logo de uma vez? Dá pra ensinar pra minha mente - e meu coração - que tudo nessa vida se tem um fim? Já faz um tempo, tem sido difícil de compreender tal fato.  Talvez minha mente consiga aceitar que esse texto está acabando agora, e com ele, ...

Verdadeiro eu

Sinto falta de coisas que ainda não vivi, e principalmente daquelas coisas que eu poderia ter vivido. O que me prendeu me fez quem eu sou. Porém, ao mesmo tempo, me sinto tão eu mesma sonhando com o que não vivi e imaginando como teria sido. É como se minhas atitudes de hoje não demonstrassem quem eu realmente sou. As atitudes que eu teria tomado, se tivesse coragem, combinariam mais com meu verdadeiro eu. Ou não. Talvez eu seja covarde mesmo, assim como minhas atitudes, e aquela pessoa que eu imagino ser, seja só um objetivo a ser alcançado. A não ser alcançado, talvez.

You

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Eu pensei em desistir, mas depois, lembrei-me de você. Lembrei-me de como você faz meu mundo mais fácil, e de como seu abraço transforma tudo que está errado em certo.

A espera

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Atrás da pista tem um bar e atrás do bar tem um sofá. Estou sentada nesse sofá. Aguardo ansiosa por algo, olho as horas no celular, checo o e-mail pelo Iphone, reclamo com minha amiga "tá demorando". Ela me pergunta se é o show, se é a menina passar com a comida. O que é? Não sei. Mas tá demorando. Em cima do bar, no teto, tem um daqueles globos que sempre tem. Olho pro globo e penso que estou uma eternidade sentada naquele sofá. Mais de trinta anos? Descanso os cotovelos nos joelhos e me arrependo, enquanto todos querem ver e ser vistos, eu fico nessa posição feia de vaso sanitário. Minha amiga vai fumar. Eu me animo "já tenho pra onde ir". Eu não fumo, eu odeio cigarro, eu odeio atravessar a festa inteira pra chegar até lá fora, eu odeio a amizade instantânea das rodinhas de fumantes que não se conhecem, eu odeio festas em geral, eu odeio papos de festa, eu odeio conhecer gente que não tem nada a ver comigo, e sorrir para os papos mais furados do mundo. Mas eu já ...

Chuva

(...) Se dói tanto amar, porque continuamos. Se dá tanta solidão pagar contas e impostos, porque continuamos. Se as relações são feitas também de tanta maldade, por quê? Se arranhamos e beliscamos tanto só pra tocar alguém. Se o corpo dói só porque não aceitamos pedir carinho. Mas é preciso se entregar em casa. Depois se pensa a respeito ou, com muita sorte, o cansaço vence querer entender tudo. E ela chegou do outro lado depois do farol ter aberto e fechado duas vezes. Continuamos olhando pra ela até que as buzinas começaram. Senti que poderia oferecer uma carona, mas preferi pensar que se ela conseguisse, sozinha e com medo e com frio e com a raiva sempre apaziguada pela sua própria força, eu também ia conseguir. Tati Bernardi

06 de Dezembro de 2009

Senti muito medo hoje. Medo de não poder mais viver. Um medo que eu eu não pude evitar de uma coisa que eu não tinha controle. Aliás, nem o medo eu controlava. Ele me controlou. E mesmo assim, ainda resisti. O diário de Lara Rezende por Vanessa paganotti

11 de Maio de 2007

Havia me esquecido de como era fácil ser feliz com Bia do meu lado. Agora entendi porque a chamo de melhor amiga. Nossas conversas são sempre as mais longas e fluem naturalmente. É incrível pensar em como ela tem os pensamentos compatíveis com os meus. O diário de Lara Rezende por Vanessa Paganotti

Gota D'água

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Por favor Deixe em paz meu coração Que ele é um pote até aqui de mágoa E qualquer desatenção, faça não Pode ser a gota dágua     Chico Buarque

03 de Dezembro de 2009

Eu sei que faz tempo que não apareço por aqui, mas não me senti muito bem nas últimas semanas. No começo, eu pensava que otimismo me daria forças, agora vejo que precisa-se mais do que isso. Senti falta das minhas amigas essa tarde, e de como elas diziam que iria ficar tudo bem quando essa história começou. E agora, me culpo por ter me afastado delas com medo de que elas sofressem. Senti falta da minha antiga vida. Não que eu tivesse tido duas, mas é que tudo mudou depois que eu descobri o que tinha. Mas vi que ainda não vale a pena desistir. Não enquanto eu ainda poder aguentar, nem mesmo se o que eu puder aguentar for o mínimo possível. O diário de Lara Rezende por Vanessa Paganotti

22 de Outubro de 2008

Eu estou ficando completamente irritada comigo mesma. Que tipo de pessoa eu sou de que não consegue controlar seus próprios impulsos? Já não bastava não poder controlar meus sentimentos. Agora vi que não tenho controle sobre mim. Depois de hoje, acho que é bom começar a pensar em uma viagem pra bem longe e bem longa. Pra sempre pode ser? Eu preciso aprender a guardar as coisas que penso só para mim. Ninguém mais precisa saber das idiotices e das cenas que eu cuidadosamente dirijo em minha mente. Porque eu sei que ninguém nunca as verá da maneira que eu vejo e muito menos com os mesmos sentimentos. O diário de Lara Rezende por Vanessa Paganotti

24 de Junho de 2009

Marcos não ligou, não apareceu, não deu notícias. Então, lembrei de Fernando. Malditas lembranças que não saem da minha cabeça. Nem mesmo quando não quero revivê-las, nem mesmo depois de tanto tempo. O diário de Lara Rezende por Vanessa Paganotti

17 de Abril de 2008

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Dia claro, céu azul, pássaros fazendo música na minha janela, ou seja, hora de acordar. Um típico domingo de verão, literalmente. Eu mal havia acordado e já precisava de um banho para me refrescar. Aquela noite havia sido curta, daquelas que mal se vê passar. Eu ainda não sabia o que fazer, não sabia exatamente o que estava sentindo, e principalmente o que havia acontecido. Aliás, o que realmente havia acontecido? Eu não me lembrava muito bem de nada. As imagens apenas vinham como flashs, mas nada coerente para que eu pudesse memorizar. Apesar de que não me importava mais. Nada mais me importava. No momento eu só precisava de um refresco, minhas músicas e um bom livro. Alguém aí já ouviu falar em deixar o passado pra trás? Pois é. Eu estou começando colocar isso em prática. O diário de Lara Rezende por Vanessa Paganotti

Eu desejo...

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Amor, amor, amor. Amor é tudo o que temos. Te amo, Fernanda.

Make a wish!

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Para você

Já está anoitecendo e o que eu sinto é medo de ficar sem você. O meu porto, meu colo, meu amor. Isso vai contra tudo que eu havia pensado antes, contra tudo que eu tenha falado também. Mas você me traz paz, me conforta. Por mais que eu não queira, você está aqui. Por favor não se esqueça, por favor não deixe esse sentimento que coloquei em suas mãos escapar. Ele é tão precioso, tão frágil. Deixe tudo que aconteceu pra trás. Por mim, por nós. Vamos nos permitir viver esse amor de um jeito que só nos sabemos, de um jeito que só nos sentimos. Promete? Não tem jeito, sem você eu não penso direito. G.

Fome de liberdade

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Era noite. O vento gélido tocava seu rosto, mas ele não sentia frio. Ou melhor, sentia frio, porém a causa não era o vento e também não era a chuva que estava prestes a cair. Ele não sabia o que sentir, seu coração estava confuso. Não por não saber à quem amar, e sim por não saber o porque dele não querer mais amar . Ela o amava, mas ele poderia corresponder? Ele não sabia como corresponder. Ele não corresponderia. Ele não sabia se a amava. Então, por quê ele estava bem em frente a casa dela? Seus pensamentos viajavam longe, e então mais um sopro de vento o atingiu e o fez arrepiar. O medo da liberdade havia lhe trazido até ali, mas ele estava só. Perguntava-se porque esse era o preço a se pagar por ser livre: não amar. Não conseguir amar, não querer amar. Sentiu um pingo cair sobre seu rosto e percebeu que a chuva anunciara seu espetáculo. Não correu, não procurou um lugar protegido. Deixou-se molhar por aquelas gotas, e talvez assim, limparia sua mente e levaria embora seus pensament...

Eterna escalada

Essa coisa que chamamos de vida é muito complicada. Quando menos esperamos, ela vem e muda tudo. Tudo mesmo. Nos faz querer desistir, nos faz querer desmoronar , e até chegamos a pensar que não há mais para que lado correr. Nesses escorregões, não se pode desanimar. É difícil, sempre é. Mas você se lembra porque você começou a subida certo? Não se esqueça disso. Lembre-se sempre do motivo que te faz continuar, e que por mais que você não queira, você tem que seguir em frente . Lembre-se que se a vida te deu dois limões azedos, você ainda pode colocar um pouco de açucar, e irá amenizar o gosto ruim. Lembre-se que a vida mal começou e que o plano que existe pra você pode ser mais feliz, se você se permitir ser feliz do jeito que a vida quis . Veja sempre o lado bom, o aprendizado de cada acontecimento, e tente fazer de tudo pra dar certo . Você conseguirá chegar até o fim. Porque uma hora acaba. Tente chegar até o fim, e feliz. "Lembrem-se sempre das pessoas que estão ao seu redor ...

Amor

Uma vez ouvi dizer que amor, amor mesmo, só existe quando você consegue ficar em silêncio com uma pessoa sem ficar constrangido. Com essa condição, tirei 90% das pessoas da lista de quem eu achava que amava. Amor mesmo, é aquele que você não sente abertamente. É aquele que se esconde por trás do “bom dia” ou do “arrume seu quarto” que sua mãe lhe diz. Esse amor também está na saudade, a pior saudade. Aquela de que você não se lembra mais como é ter uma proteção, tal que você já teve. Amor, também é fingir que não se importa de brigar com seu irmão quando você só o vê uma vez por mês, mesmo estando morrendo de vontade de abraçá-lo e não soltar mais. Isso é amor verdadeiro. Aquele que não precisa ser demonstrado e falado a toda hora, porém, da mesma maneira está ali, no cantinho, só te observando e tomando conta de você. Eu já senti isso, e você?